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Qual é o limite?

A questão dos limites, passa por todos os nossos conceitos de valores e juízos morais.

Por isso devemos ter em mente, que limites são regras ou normas de conduta, que são perfeitamente compreensíveis às crianças, por mais novas que elas sejam. Eles mostram às crianças o que podem e o que não podem, o que devem e o que não devem fazer em cada situação de sua vida; como viver respeitando o próximo, sendo aceito e construindo laços afetivos.

Os limites devem fazer parte da educação, pois, a vida em sociedade exige que se mantenha e respeite a existência de regras.

Quando um limite não é respeitado, é muito importante que exista para ele uma "punição". Esta punição deve ter relação direta com a infração cometida. Por ex: Se uma criança bagunça a casa toda enquanto a mãe recebe uma visita, ela então, o deixa sem o jantar. Ficar sem comer, não tem nada a ver com o mal comportamento na frente de pessoas de fora. A punição deve fazer com que ele pense sobre como foi inadequado o seu comportamento, por.ex.: "a próxima vez que sua avó vier aqui, você ficará em seu quarto sem poder sair, até você aprender a se comportar".

Assim, a mãe estará ajudando a criança a identificar o que fez de errado, e lhe oferecendo alternativa para mudar o seu comportamento, nestas situações. E, mesmo porquê, ficar sem comer, é punição para o corpo e não para o ato.

Este é um outro ponto para o qual devemos nos atentar. As punições físicas, não são educativas porque, não fazem relação direta com o ato. É fundamental que se entenda isto, bater, dar uma palmada, uma chinelada, não fará com que a criança reflita sobre o seu ato, apenas a domesticará, fará com que ela sinta medo, e através do medo, não estaremos educando, e sim submetendo a criança à nossa autoridade, e a isso chamamos de autoritarismo: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo". O respeito vem, não pela admiração ou reciprocidade, mas, pela lei do mais forte. Aí, quando esta criança crescer e se sentir "igual" à figura de autoridade, ela terá forças para lutar, brigar, ir contra e até mesmo revidar. E, aí você s já conhecem o resto da história. Começam a aparecer os "rebeldes", "revoltados", "agressivos", e, por ai vai..